Estudo prevê VLT ligando cinco cidades na Grande BH

O projeto de implantação do VLT Anel Urbano, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), prevê investimentos iniciais de R$ 4,193 bilhões, divididos em R$ 3,699 bilhões para infraestrutura e R$ 494 milhões para aquisição da frota. Os dados constam no Estudo Nacional de Mobilidade Urbana (ENMU), realizado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) em parceria com o Ministério das Cidades.

VLT na Região Metropolitana de Belo Horizonte

A proposta prevê uma linha de Veículo Leve sobre Trilhos com 38,80 km de extensão para interligar os municípios de Contagem e Santa Luzia, passando pelo bairro Venda Nova, na zona norte da capital mineira, e pela Cidade Administrativa de Minas Gerais. O projeto integra a Carteira de Projetos RMBH (SEINFRA, 2024).

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  • Abrangência e infraestrutura do sistema

    Segundo o levantamento do BNDES e do Ministério das Cidades, a linha beneficiará diretamente cinco municípios da região metropolitana: Contagem, Belo Horizonte, Ribeirão das Neves, Vespasiano e Santa Luzia. A infraestrutura projetada contempla 44 estações e dois terminais de integração, o Terminal Ressaca e o Terminal Santa Luzia.

    O traçado do VLT percorrerá eixos viários estratégicos da região, incluindo a Avenida Severino Ballesteros Rodrigues, Avenida das Caçambas, Rua dos Navegantes, Rua Maria de Lourdes da Cruz, Avenida Senhor do Bonfim, Avenida Brasília, Avenida Raul Teixeira da Costa Sobrinho, Avenida Geraldo Teixeira da Costa e Avenida Barão de Macaúbas.

    Operação, frota e impacto no trânsito

    De acordo com a simulação do ENMU, a estimativa de demanda para o ano de 2054 é de 59.913 embarques diários. A operação contará com uma frota estimada de 20 veículos no eixo estrutural, operando com velocidade média de 25 km/h e intervalo de 10 minutos nos horários de pico.

    O material rodante previsto é composto por composições simples de VLT com 42 metros de comprimento e capacidade para até 420 passageiros por trem. Além da implantação dos trilhos, o estudo do BNDES e do Governo Federal prevê uma ampla reorganização do transporte coletivo por ônibus na região, projetando a racionalização de 170 linhas municipais e 100 linhas intermunicipais sobrepostas ao traçado do novo sistema.

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