Prefeito Fuad Noman apresenta Plano de Mobilidade Limpa

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O prefeito Fuad Noman apresentou nesta sexta-feira (29/09) o Plano de Mobilidade Limpa – iniciativa que prevê a redução na emissão de carbono na região Central de Belo Horizonte – ao ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, durante encontro na sede da Prefeitura. O plano integra as ações do programa Centro de Todo Mundo e incorpora premissas de sustentabilidade e justiça social, com a adoção na frota do transporte público de ônibus elétricos e de outras fontes de energia limpa, caracterizados por não emitirem poluentes locais, melhorando a qualidade do ar em áreas urbanas.

A Prefeitura de Belo Horizonte estima a substituição de 40% da atual frota, até 2030, por ônibus com energia limpa. Segundo o prefeito Fuad, os testes vão ser feitos para que seja possível, com racionalidade técnica, a melhor alternativa para a capital. “Estou muito otimista com este plano, ele é relativamente modesto, considerando a necessidade de acabar com a poluição em Belo Horizonte. Nós temos que entender a realidade e saber como vamos fazer esse plano de chegar em 2030 com 40% da frota trocada”, afirmou.

Uma das opções é a inclusão na frota de ônibus elétricos, que devido à tecnologia de propulsão, garantem uma viagem eficiente e silenciosa. O veículo é capaz de alcançar uma velocidade máxima de aproximadamente 70 a 80 quilômetros por hora. No quesito autonomia, pode percorrer cerca de 230 quilômetros com uma única carga de bateria, reduzindo substancialmente a necessidade de recargas frequentes. Além disso, tem capacidade de acomodar até 80 passageiros, dependendo da configuração interna, o que o torna uma escolha robusta para rotas de alta demanda.

O veículo não emite poluentes locais, como óxidos de nitrogênio (NOx) e partículas finas (PM), melhorando a qualidade do ar nas áreas urbanas de maneira mensurável. A redução de ruído de até 10 decibéis, em comparação com os ônibus a diesel, proporciona um ambiente mais tranquilo. Com relação à eficiência energética, há uma economia de até 80% em consumo de energia quando comparado aos ônibus a diesel. Isso se traduz em redução das emissões de dióxido de carbono (CO2). Além disso, a opção de recarga com eletricidade proveniente de fontes renováveis, como energia solar ou eólica, reforça ainda mais seu perfil sustentável.

Já os veículos movidos a gás biometano utilizam uma fonte renovável de energia sustentável e limpa. O biometano é obtido na produção do biogás – gerado na decomposição de matéria orgânica de origem vegetal ou animal. Dessa forma, o veículo não emite dióxido de carbono, um dos principais gases responsáveis pelo aquecimento global. Estudos técnicos apontam que o uso do biometano reduz em cerca de 90% a emissão de gases poluentes, na comparação com o diesel. Em relação à autonomia, pode percorrer em torno de 350 quilômetros com a carga total de gás.

Plano de Mobilidade Limpa e alinhamento ODS

A ação de eletrificação e busca de energias limpas para a frota de Belo Horizonte faz parte de um conjunto de iniciativas do Plano Local de Mobilidade Limpa. A prefeitura busca alinhar o município aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, ONU, especialmente no âmbito dos ODS 7 (Energias Renováveis e Acessíveis), ODS 13 (Ação Contra a Mudança Global do Clima) e ODS 11 (Cidades e Comunidades Sustentáveis). A ideia é promover uma mobilidade de baixa emissão, que inclua:

  1. Transporte público limpo e integrado (baixa emissão e desestímulo à circulação de veículos poluentes);
  2. Incentivo à mobilidade ativa e à logística de primeira e última milha (o uso de veículos menores para entrega de mercadorias na região central);
  3. Ciclologística (promoção do uso de ciclovias e calçadas acessíveis e ao uso de bicicletas para entregas menores);
  4. Adoção de uma política de estacionamento equânime (medidas para desestimular o uso de carros particulares e promover o transporte público).

Parcerias e busca de recursos

No âmbito da Mobilidade Limpa, e buscando as melhores práticas para uma cidade sustentável com a redução de emissões de gases de efeito estufa e incremento da mobilidade ativa, a Prefeitura de Belo Horizonte tem estreitado parcerias nacionais e internacionais.

Exemplo disso é o Projeto de Revitalização da Afonso Pena, uma das intervenções do programa de revitalização da região central, o Centro de Todo Mundo. O investimento é de R$ 28,8 milhões, que conta com recursos da Agência Francesa de Desenvolvimento. Além de ciclovias, o projeto inclui melhorias no âmbito da implantação de faixas para o transporte coletivo, recapeamento de asfalto, sinalizações vertical e horizontal e intervenções urbanas e paisagística, numa extensão de 4 quilômetros.

Além da infraestrutura cicloviária prevista para a Avenida Afonso Pena, importantes conexões com trechos cicloviários estão em processo de implantação ou previstos para serem implementados até o final de 2024. São eles: ciclovia da Av. Augusto de Lima, em fase final de obra; Rua dos Guajajaras; Av. Álvares Cabral e Rua Sergipe. São investimentos em mobilidade sustentável da Prefeitura na área central da cidade.

Complementando as ações do município com foco na mobilidade por bicicletas, além da infraestrutura cicloviária, o uso de bicicletas compartilhadas tem sido fomentado pelo poder público. No último dia 22 de setembro, a Prefeitura inaugurou 10 estações de compartilhamento de bicicletas, com disponibilização de 110 bikes elétricas, estrategicamente distribuídas pelo centro da cidade, oferecendo à população uma opção de transporte limpo, eficiente e acessível. Até o final do ano serão 50 estações na cidade, com 550 bicicletas elétricas disponíveis ao cidadão.

Ainda com foco na sustentabilidade e no incentivo à mobilidade ativa, estão previstos projetos de Zona 30 na Rua Goiás e de Rua de pedestres na Rua dos Tupis a serem implementados até o final de 2024. Outro importante projeto, com investimentos de US$ 100 milhões, sendo US$ 80 milhões provenientes do Banco Mundial (Bird) e outros US$ 20 milhões decorrentes da Prefeitura de Belo Horizonte, é o BRT Amazonas. A iniciativa contempla 24 quilômetros de faixas exclusivas para o transporte coletivo.

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