Estudos avançam para obras no pontilhão da linha férrea em Belo Horizonte

A faixa sob o pontilhão da linha férrea em Belo Horizonte, localizada entre os bairros das Indústrias e Vista Alegre, representa um dos principais gargalos do trânsito na cidade. Desde a municipalização do Anel Rodoviário, a Prefeitura de BH prevê o alargamento da pista nesse trecho, mas as intervenções ainda permanecem em fase de estudos e sem definição concreta.

Desafios para a ampliação do pontilhão da linha férrea em Belo Horizonte

A Comissão de Mobilidade Urbana, Indústria, Comércio e Serviços realizou uma audiência pública para esclarecer o andamento das obras no pontilhão da linha férrea em Belo Horizonte. O planejamento inicial previa a derrubada dos viadutos existentes e a construção de novos, com espaço suficiente para o tráfego urbano e rodoviário. Contudo, a execução enfrenta dificuldades técnicas, principalmente para não interromper o trânsito diário dos trens.

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  • O trecho conta com três pontilhões: dois pertencentes ao Metrô BH e um utilizado pela VLI, por onde circulam trens de carga. O Metrô BH propôs a substituição dos seus dois pontilhões por uma nova estrutura, com custo estimado em cerca de R$ 61 milhões. Essa cifra não inclui despesas adicionais, como sinalização e o reassentamento de famílias que deverão ser desapropriadas para a ampliação das pistas.

    Propostas e negociações para o pontilhão da linha férrea em Belo Horizonte

    Novas avaliações indicam que o ideal consiste em criar marginais ao longo de todo o trecho para separar o tráfego urbano do rodoviário. A Prefeitura mantém diálogo com a VLI para realizar intervenções semelhantes no viaduto utilizado pelos trens de carga. Um dos principais desafios envolve a manutenção da passagem dos trens durante as obras, sem comprometer o início das operações da linha dois do metrô.

    Entre as alternativas estudadas, destaca-se a construção de um viaduto para desviar a rota dos trens, atualmente em fase de avaliação técnica quanto à viabilidade, custo e prazo. Paralelamente, a Prefeitura negocia com o governo estadual um convênio para financiar as obras necessárias.

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    O papel da Câmara Municipal e a busca por soluções integradas

    Os vereadores Braulio Lara e Irlan Melo têm atuado para acelerar o processo de melhorias no pontilhão da linha férrea em Belo Horizonte. Irlan Melo ressaltou a importância da municipalização do Anel Rodoviário e a necessidade de resolver o problema de forma global, incluindo o alargamento das vias no pontilhão. Ele também lamentou a ausência de representantes do Metrô BH e do governo estadual na audiência pública.

    Braulio Lara destacou que a retenção no trânsito ocorre em outros pontos da cidade e que as obras precisam ser compatibilizadas com o sistema Move. A Prefeitura planeja uma solução integrada que envolva intervenções na Praça São Vicente e nas avenidas Amazonas e Tereza Cristina. Embora ainda não exista um planejamento finalizado, a junção dos projetos promete apresentar uma solução conjunta quando todos os setores concluírem seus planos.

    Preocupações e próximos passos

    O vereador Irlan Melo expressou preocupação com a segurança no local e reforçou o compromisso da Câmara em cobrar agilidade nas obras. Ele alertou para os riscos de acidentes e afirmou que continuará pressionando para que as soluções avancem rapidamente.

    Braulio Lara também manifestou preocupação com a velocidade das articulações e reafirmou seu empenho para ajudar na celeridade do processo. A necessidade de uma decisão rápida permanece clara, e a Câmara se coloca à disposição para apoiar a Prefeitura na consolidação das intervenções.

    Enquanto isso, a Prefeitura já encaminhou licitações para serviços emergenciais que visam melhorar a infraestrutura do Anel Rodoviário, mas as obras no pontilhão da linha férrea em Belo Horizonte ainda dependem de estudos técnicos, negociações e recursos financeiros para sair do papel.

    A complexidade do projeto exige uma solução integrada que contemple o tráfego urbano e rodoviário, a passagem dos trens e o início das operações da linha dois do metrô, garantindo mais segurança e fluidez para a população da capital mineira.

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