Com a chegada da Ecovias das Gerais às BRs 251 e 116, os motoristas vão conviver com um novo modelo de cobrança de pedágio: o sistema de pedágio eletrônico, conhecido também como free flow. Essa tecnologia elimina as tradicionais cabines e cancelas, substituindo-as por pórticos eletrônicos instalados ao longo da via, que identificam cada veículo em movimento e realizam a cobrança automaticamente, sem necessidade de parada.
O que é o pedágio eletrônico
O pedágio eletrônico é um modelo de cobrança que dispensa a estrutura física de praças e cancelas. Em vez de obrigar o veículo a parar ou reduzir a velocidade para pagar a tarifa, o sistema utiliza pórticos – estruturas suspensas sobre a pista, equipadas com câmeras e sensores – para identificar cada veículo enquanto ele passa em velocidade normal. Essa tecnologia já é usada há anos em mais de 20 países, como Estados Unidos e Chile, e vem sendo adotada de forma crescente em novas concessões rodoviárias brasileiras, incluindo estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul.
Como funciona a identificação dos veículos
A identificação dos veículos que passam pelo pórtico ocorre de duas formas, funcionando como uma dupla checagem:
- Tag eletrônica: um dispositivo adesivo instalado no para-brisa do veículo, lido automaticamente pelas antenas do pórtico. As tags precisam estar ativas e podem ser contratadas diretamente com empresas como Sem Parar, Conect Car, Move Mais, Veloe e Taggy, além de bancos e cooperativas.
- Leitura da placa (OCR): caso o veículo não possua tag ou esta esteja inativa, câmeras de reconhecimento óptico de caracteres fotografam e identificam a placa. O pagamento é feito por consulta da placa no site pedagiodigital.com ou em totens de autoatendimento.
Além disso, sensores classificam o veículo por altura, largura, comprimento e número de eixos, garantindo a categoria tarifária correta. Não há necessidade de o motorista frear, parar ou reduzir a velocidade para passar pelo ponto de cobrança.
Vantagens da tecnologia
Entre os benefícios reconhecidos pela experiência internacional e pelas concessões brasileiras que já operam com free flow, destacam-se:
- Fim das filas nos pedágios, com tráfego contínuo mesmo em períodos de maior movimento, como feriados.
- Redução de frenagens e acelerações, diminuindo o consumo de combustível e a emissão de poluentes.
- Mais segurança viária, pois a eliminação de filas e frenagens bruscas reduz o risco de acidentes e engavetamentos próximos ao pedágio.
- Cobrança mais moderna e rastreável, com registro de data, hora e características de cada passagem, auxiliando na organização dos usuários.
Formas de pagamento
A digitalização da cobrança traz dúvidas sobre as formas de pagamento, que também são digitais.
Com tag eletrônica, a cobrança ocorre automaticamente ao passar pelo pórtico, sem ação do motorista. A tag é um pequeno adesivo com chip, colado no para-brisa, oferecido por operadoras como Sem Parar, ConectCar, Veloe, Move Mais e Taggy, além de bancos e instituições financeiras parceiras. Quem paga com tag tem direito a 5% de desconto em toda passagem e a um desconto progressivo chamado DUF (desconto para usuários frequentes).
Sem tag eletrônica ou com tag inativa, o veículo é identificado pela placa e o motorista tem até 30 dias para efetuar o pagamento. O pagamento pode ser feito pelo site pedagiodigital.com, consultando a placa e quitando os débitos. Também é possível pagar em totens de autoatendimento disponíveis nos Serviços de Atendimento ao Usuário (SAU), que serão 14 ao longo do trecho.
Atenção a golpes
É fundamental cuidado para não cair em golpes. A Ecovias das Gerais não gera boletos, nem envia cobranças por WhatsApp, SMS, e-mail ou links de propaganda. O pagamento deve ser feito exclusivamente pelos canais oficiais informados pela concessionária.
Sobre a Ecovias das Gerais
A Ecovias das Gerais é responsável pela concessão de 734,9 quilômetros das rodovias BR-116/MG e BR-251/MG, em Minas Gerais. Com prazo de 30 anos, a concessão prevê R$ 7,3 bilhões em investimentos para ampliação e modernização da infraestrutura, além de R$ 5,8 bilhões em custos operacionais ao longo do contrato.
Entre as principais intervenções previstas estão 186,59 quilômetros de duplicações, 159,9 quilômetros de faixas adicionais, 16,87 quilômetros de contornos e 21 passarelas, além de outras melhorias para ampliar a capacidade, segurança viária e qualidade da operação.
A concessão abrange 26 municípios e estima gerar aproximadamente 127,5 mil empregos diretos, indiretos e por efeito-renda, contribuindo para o desenvolvimento econômico e social das regiões atendidas.