A expansão da naPorta para Espírito Santo e Minas Gerais reforça o acesso do e-commerce a comunidades historicamente pouco atendidas pela logística tradicional. A logtech iniciou operações em Vila Velha (ES) e Belo Horizonte (MG) em um cenário de crescimento do comércio eletrônico no país e de demanda por soluções capazes de alcançar áreas urbanas complexas.
Segundo a empresa, o movimento amplia a presença em territórios onde barreiras geográficas e sociais ainda dificultam as entregas. Além disso, a estratégia combina tecnologia, inteligência territorial e contratação de entregadores locais, com a proposta de conectar grandes varejistas e marketplaces a novos públicos e gerar renda dentro das próprias comunidades.
Presença em territórios de difícil acesso
De acordo com dados citados pela companhia, o Brasil tem 12.348 favelas e comunidades urbanas, onde vivem cerca de 16,39 milhões de pessoas. No Espírito Santo, são 516 comunidades e aproximadamente 598 mil moradores, o equivalente a 15,6% da população do estado. Em Minas Gerais, o número chega a 636 comunidades, com cerca de 740 mil habitantes.
Para Leonardo Medeiros, CCO e cofundador da naPorta, a chegada aos dois estados marca um avanço na construção de uma logística mais inclusiva. “Nossa proposta sempre foi mostrar que comunidades urbanas não podem continuar fora do mapa da logística. Ao levar nossa operação para Vila Velha e Belo Horizonte, ampliamos o acesso ao e-commerce para milhares de consumidores e, ao mesmo tempo, criamos oportunidades de trabalho e geração de renda dentro desses próprios territórios”, afirma.
naPorta amplia estratégia de impacto social
A empresa já mantém operações consolidadas em São Paulo e no Rio de Janeiro, onde realiza mais de 25 mil entregas por dia em áreas urbanas complexas. Com a chegada ao Espírito Santo e a Minas Gerais, a companhia amplia sua cobertura nacional e fortalece uma estratégia voltada à eficiência logística e ao desenvolvimento regional.
Medeiros destaca que o modelo da empresa busca unir tecnologia e conhecimento local. “Nosso modelo combina tecnologia, inteligência territorial e conhecimento local para superar barreiras que a logística convencional ainda enfrenta. Mais do que ampliar cobertura, buscamos construir uma operação sustentável, que beneficie tanto empresas quanto moradores das comunidades onde atuamos”, diz.
Em sua apresentação institucional, a naPorta se define como uma startup de logística especializada em entregas em comunidades urbanas, com atuação no Rio de Janeiro, São Paulo, Espírito Santo e Minas Gerais.