Um avião monomotor caiu no pátio de manutenção do Metrô de Belo Horizonte na manhã de sexta-feira, 9 de outubro de 2026, causando a morte do piloto, único ocupante da aeronave. O acidente ocorreu próximo à Estação São Gabriel, na região Nordeste da capital mineira, e mobilizou equipes de emergência para combater um incêndio.
Apesar da gravidade, a circulação dos trens do Metrô de BH não foi interrompida. A aeronave caiu em uma área destinada à manutenção e movimentação de composições, fora dos trilhos usados para o transporte regular de passageiros.
Avião atinge galpão e provoca incêndio no pátio do metrô
Segundo o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais, o avião atingiu parte da estrutura de um galpão e a fiação elétrica no pátio, localizado atrás da Estação São Gabriel, próximo à Avenida Cristiano Machado. Após a colisão, a aeronave caiu sobre os trilhos e pegou fogo. O piloto morreu no local. Nenhum trem foi atingido e não houve feridos entre os funcionários do sistema metroviário.
Relatos preliminares indicam que o avião voava em baixa altitude antes do acidente. Testemunhas ouviram estouros e viram um rastro de fumaça momentos antes da queda. A causa da perda de altitude e da colisão ainda será investigada tecnicamente.
O impacto danificou instalações elétricas do pátio e a aeronave caiu sobre trilhos usados para manutenção. O fogo ficou concentrado na aeronave, sem se espalhar para o galpão. Bombeiros usaram espuma mecânica para combater as chamas, principalmente nas asas, e reduziram riscos relacionados ao combustível. A área foi isolada e a alimentação elétrica da oficina desligada para garantir a segurança das equipes.
Metrô de BH mantém operação normal após acidente com avião
A concessionária Metrô BH informou que o acidente não afetou a circulação dos trens. O desligamento da energia ocorreu apenas nas instalações da oficina de manutenção, sem impactar o fornecimento elétrico para a operação comercial. Roberto Fischer, superintendente de operação e manutenção, afirmou que não houve danos às composições e que os trens seguiram a programação prevista.
A localização do acidente evitou interrupções no atendimento aos passageiros. Embora a aeronave tenha caído sobre trilhos, o ponto atingido pertence à infraestrutura de apoio operacional, separada da via usada regularmente pelos trens. A Estação São Gabriel e os demais trechos do sistema permaneceram em funcionamento.
Avião decolou do aeroporto da Pampulha antes do acidente
A aeronave havia decolado do Aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte, pouco antes do acidente. O monomotor seguia para Juatuba, na Região Metropolitana, com previsão de retorno ao aeroporto de origem. A administração aeroportuária confirmou que tomou conhecimento do acidente envolvendo uma aeronave particular após a decolagem e esclareceu que a queda ocorreu fora dos limites do aeroporto.
O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), vinculado à Força Aérea Brasileira, é o órgão responsável pela investigação. Até as primeiras horas da tarde do dia 9, não havia causa oficialmente estabelecida. A análise considerará condições de voo, registros disponíveis e vestígios no local.
Acidente destaca importância da infraestrutura metroviária
A queda ocorreu em uma instalação essencial para o transporte sobre trilhos. Os pátios de manutenção concentram inspeção, reparo e preparação das composições que entram em circulação. Mesmo sem afetar o atendimento, o acidente exige avaliação das estruturas atingidas, especialmente instalações elétricas e equipamentos de manutenção.
Em Belo Horizonte, a separação entre o pátio atingido e a via comercial permitiu a continuidade do serviço enquanto as equipes de emergência atuavam. A liberação completa da área dependerá das avaliações de segurança e dos procedimentos necessários após o acidente.
