Obras do Anel Rodoviário dependem de empréstimo e convênio para avanços

Com a municipalização do Anel Rodoviário, a via recebeu melhorias importantes relacionadas à manutenção, como recapeamento e zeladoria, que antes não existiam. No entanto, ainda faltam definições concretas para as obras de ampliação da faixa de tráfego sob o pontilhão da linha férrea, entre os bairros das Indústrias e Vista Alegre, intervenção fundamental para reduzir os congestionamentos na região.

Desafios atuais do Anel Rodoviário

O vereador Irlan Melo (Republicanos) destacou, durante audiência da Comissão de Mobilidade Urbana, Indústria, Comércio e Serviços, que apesar das melhorias, o problema do pontilhão persiste e precisa de solução urgente. Ele pretende convocar representantes do Governo de Minas para uma nova audiência, prevista para fevereiro, a fim de cobrar avanços.

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Participaram da reunião representantes da Superintendência de Desenvolvimento da Capital (Sudecap), da BHTrans e da Subsecretaria de Zeladoria Urbana. O debate focou nas tratativas para a ampliação da faixa de tráfego sob a linha férrea, que pode desafogar o trânsito local.

Tratativas para obras no Anel Rodoviário

Fernando de Oliveira Pessoa, diretor de Gestão do Anel Rodoviário, explicou que a Prefeitura de Belo Horizonte e o Governo de Minas trabalham na elaboração de um convênio. Para repassar recursos ao Metrô BH. O objetivo é viabilizar a derrubada do atual pontilhão e a construção de um novo. O que exigirá a remoção e o reassentamento de algumas famílias, conforme levantamento da Urbel.

Além disso, o vereador Irlan Melo questionou sobre o empréstimo de R$ 1 bilhão anunciado pela PBH junto ao Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), banco do Brics. Para financiar as obras do novo Anel Rodoviário. O acordo financeiro ocorreu em Xangai, na China, durante reunião do prefeito Álvaro Damião com a presidente da instituição, Dilma Rousseff.

Fernando informou que a Prefeitura prepara um projeto de lei para autorizar a tomada desse empréstimo, que será encaminhado à Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH). Os recursos devem ser aplicados em obras na interseção da Avenida Amazonas com o viaduto da Teresa Cristina. Na Praça São Vicente e no alargamento do viaduto São Francisco.

Estado atual das intervenções no Anel Rodoviário

Fabiana de Castro Razo, engenheira da Sudecap, afirmou que ainda não recebeu ordem para iniciar obras no trecho do pontilhão. Atualmente, as intervenções concentram-se na Via Expressa, e há licitação aberta para substituir três passarelas do Anel Rodoviário. Reuniões quinzenais tratam dos temas relacionados ao Anel.

Hugo Melo, da Gerência de Manutenção e Conservação do Anel Rodoviário, também não possui informações sobre projetos ou obras no pontilhão. Ele anunciou que em fevereiro sairá edital para manutenção e conservação do Anel.

Próximos passos

Irlan Melo anunciou que fará requerimento para nova audiência em fevereiro e pedidos de informação ao Governo de Minas e ao Metrô BH sobre o funcionamento da Linha 2 e a possibilidade de alargamento da pista do Anel sob o pontilhão da linha férrea. O parlamentar reforçou a necessidade de um Anel Rodoviário seguro e funcional para a população.

Essas ações indicam que o futuro do Anel Rodoviário depende diretamente da aprovação do empréstimo e do convênio entre os entes públicos, além do planejamento cuidadoso para garantir melhorias estruturais e segurança viária na região.

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